segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Cigarra e a Formiga Século XXI




Desta vez deixo aqui uma fábula, que já foi escrita à cerca de 2.500 anos, embora tenha sido readaptada e popularizada no século passado pelo Gaulês do Fontanário.
Mas neste momento está a ficar desactualizada e teve que ser readaptada para o século XXI, aqui deixo a melhor versão que li.


"O conto "A cigarra e a formiga" versão Portugal 2020.

A formiga trabalha no duro o ano todo, constrói a sua casa e acumula provisões para o Inverno. 
Enquanto isso, a cigarra passa os dias no ginásio, no café, no cabeleireiro ou a arranjar as unhas de gel.
As noites são em festas ou em bares com as amigas.
Chegado o inverno, a formiga refugia-se em casa onde tem tudo o que precisa até á primavera.
A cigarra, cheia de frio e de fome, vai ao programa da manhã queixar-se à Cristina Ferreira que não é justo que a formiga tenha direito a casa e comida quando outros, com menos sorte que ela, passem frio e fome.
A CMTV não perde a oportunidade e faz um directo à porta de casa da formiga, passando imagens da formiga ao quentinho com a mesa cheia de comida.
O povo fica revoltado ao saber que o seu país, dito desenvolvido, deixa sofrer a pobre cigarra enquanto que outros andam a viver à grande e à francesa.
É organizada uma marcha de apoio à cigarra.
É feito um episódio especial do Prós e Contras - RTP onde se questiona como é que a formiga enriqueceu às custas da cigarra. De um lado da bancada, os defensores da igualdade (pró-cigarra). do outro lado, os sem-coração (Que defendem a egoísta e insensível formiga)
Em resposta às mais recentes sondagens. O governo prepara uma lei sobre a igualdade económica com efeitos retroactivos (desde o verão) 
Os impostos da formiga aumentam consideravelmente e ainda incorre numa multa por não ter prestado assistência à cigarra. Os descontos da segurança-social também sobem, de modo a ser justamente partilhados com a cigarra.
A casa da formiga é penhorada pela finanças por não ter conseguido pagar os impostos.
A formiga, decepcionada, faz as malas e emigra para um país onde o seu esforço seja reconhecido e onde possa desfrutar dos frutos do seu trabalho árduo.
A antiga casa da formiga é convertida numa habitação social para cigarras. Que, irresponsavelmente, não param de fazer filhos e que vivem de doações de comida, cerveja e de coca-cola. O pouco que recebem dos descontos da formiga mal dá para os bens essenciais, como por exemplo sapatilhas da Nike e telemóveis última geração.
A casa deteriora-se por falta de cuidados. 
O governo é fortemente criticado pela falta de meios colocados à disposição da cigarra, que vive agora em condições quase desumanas.
A oposição propõe uma comissão de investigação multi-partidária que custará milhões de euros.
Entretanto a cigarra morre de overdose.
Os media garantem que a morte da cigarra deveu-se à falta de apoio social por parte do governo, que falhou em acabar com as desigualdades sociais e a injustiça económica.
A casa acaba por ser ocupada por uma família de aranhas imigrantes. traficantes de droga e que aterrorizam a vizinhança.
O governo felicita-se pela diversidade cultural de Portugal"

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Movimentações

Como a inspiração tarda em aparecer, volto a publicar um texto que li na internet, de autor desconhecido. 
Vem este a propósito da proliferação de movimentos que vemos hoje em dia.
Quero deixar bem claro que concordo plenamente que devemos lutar contra o que achamos não estar correcto, desde que civilizadamente e sobretudo com BOM SENSO !

Aqui vai !

"Filho descobri estas coisas no teu armário...
- Qual é o problema de eu ter uma máscara do Anonymus e um taco de Baseball ?
-Tu usas isto?
- Não... quer dizer, às vezes.
- É que eu estou a precisar, emprestares-me ?
- A precisar..?  Para quê?
- É que eu li as coisas que tu tens escrito na internet...
- Andas a ler o meu Face ?
- Qual é o problema, não é publico?
- É, mas...
- Pois é, eu li o que escreveste, e...
- Pai, eu sei que não gostaste do que lá escrevi, mas não vou discutir, são as minhas ideias...  Eu tenho 27 anos !  Sou anarquista, e...
- Não !  Eu achei bem !  convenceste-me.
- Convenci ?? De quê ?
- Está mesmo tudo errado !  Tu fizeste bem em nunca ter trabalhado.  Eu li o que  escreveste e concordo.  Agora eu sou anarquista também, como tu!
- O quê ??  Pai, que história é essa?!  Estás maluco ??
- Convenceste-me !  Tenho que partir tudo !  Agora eu sou “Old Black Block”!!
- Pai, não podes !!  És director de uma empresa enorme !  E...
- Já não sou, deixei o meu emprego, e mandei o meu chefe para o c ...  Mandei toda a gente para o c ...
- Pai, não podes deixar o emprego, estás lá há 30 anos !  Isso é um absurdo !
- Posso sim, aliás já estou a juntar um grupo de amigos para ir lá e partir tudo !
- Partir tudo onde ???
- No meu trabalho, vamos partir TUDO!  Abaixo a opressão !  Abaixo tudo !  Sou contra TUDO !!
- Você não pode fazer isso Pai !
- Posso sim !  É só emprestares-me a máscara e o taco de Baseball.  Vens comigo ?
- Não, acho melhor não...
- É melhor vires também, porque agora que eu deixei tudo, vamos ter que sair desta casa.
- Sair daqui? E vamos morar onde ??
- Sei lá !  Vamos acampar á frente de uma empresa Capitalista qualquer e exigir o fim do Capitalismo !
- Pai, você não pode fazer isso, não pode abandonar tudo !
- Estou indo, fui !
- Espera Pai !  Paai !  E a minha mesada, e o meu carro ?  Onde vou morar ?? E as minhas férias em Ibiza ?  As minhas roupas de marca ?  E o meu computador, o meu tablet ?  E a minha internet de fibra ótica ?  Volta aqui !  Volta aqui, Pai !  Voooooltaaaaaaa !!!

Como dizia Margaret Thatcher: “A vida para alguns é muito boa, mas só enquanto durar o dinheiro... dos outros.” "

Era bom que estes “rebeldes” de hoje pensassem um pouco primeiro em todas as mordomias que têm como dado adquirido. Porque é que as têm e se estavam preparados para abdicar delas, antes de se manifestarem.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Feliz XX XX

Já há alguma tempo (anos) que queria publicar alguma coisa, mas a inspiração não tem aparecido. Vou assim publicar um texto que li algures, e não sei quem é o autor. Acho que reflecte bem o que sinto, e assim pode ser que venha a inspiração para escrever algo.

" Uma vida simples, com prazeres singelos. Parece atraente?
Para alguns, a poesia da vida simples é uma aspiração. Não são muitos, mas aumenta a cada dia os que buscam um estilo de vida mais despojado.

Enquanto a grande massa se mostra adepta dos benefícios oferecidos pelas cidades, aos poucos o homem se mostra cada vez mais cansado da rotina urbana, enlouquecedora.

Poluição, engarrafamentos, ruídos.
A floresta de edifícios a se perder no horizonte, escondendo céu e sol.
Tudo isso contribui para os estresses e angústias do homem contemporâneo.
Quando jovem, é natural que as pessoas desejem os desafios e facilidades das cidades, que oferecem objetos de desejo a cada esquina.

São as maravilhas da tecnologia, os bares da moda, as roupas de grife, os belos escritórios, as carreiras.

Tudo isso exerce tremendo fascínio.
Mas, aos poucos, é possível observar que esse modelo está se esvaziando.
Um certo cansaço começa a ser notado.

Uma expressão vem ganhando espaço: qualidade de vida.
São cada vez mais numerosos os que desejam voltar aos ideais de uma vida simples, uma casa no campo, um contato mais estreito com a natureza.

Querem respirar ar puro, ver um pôr-do-sol dourado, passar noites de tranquilidade em uma rede preguiçosa, manter conversas de fim da tarde.
A sensação que se tem é que a Humanidade, afinal, começa a perceber que a vida é muito mais do que prazeres passageiros.
As razões para o esgotamento do modo de vida urbano são o consumismo desenfreado e a sensação de estar numa corrida permanente.

No trabalho, o desafio é a competitividade, que atropela o ser humano e o consome, transformando-o em peça de uma fria engrenagem.

É um processo perverso, que suga as energias, estimula ciúmes e transforma em inimigos os que deveriam trabalhar em harmonia.
E uma pergunta costuma ser feita por quem está nessa roda-viva: Dá para viver com simplicidade nas grandes cidades?

É possível conciliar as exigências de uma carreira, da vida social e da família com uma rotina mais amena?
A resposta é…
Sim!
É possível conciliar tudo isso.
Não é tarefa muito fácil, mas pode ser realizada.

Isso porque a simplicidade não é feita de demonstrações exteriores.
Ela é um estado de espírito.
Não precisamos nos vestir de trapos, nem abrir mão de uma vida normal para ser pessoas simples.

A simplicidade está em viver a vida sem exigências descabidas.
Quem opta pela simplicidade, descomplica o dia-a-dia.
Muitas vezes nos perdemos em detalhes completamente desnecessários.

E, com isso, tornamos insuportável a nossa vida e a dos outros.
Observe com atenção e você perceberá: fazemos exigências demais por causa de coisas mínimas, das quais nem nos lembramos depois de algum tempo.
Por isso, a opção de viver com simplicidade é, antes de tudo, um jeito de agradecer a Deus pelo que recebemos.

Simplicidade é ter sonhos.
Mas, se eles não se realizam por alguma razão, ainda assim a vida não perde a graça.
Ou seja, apesar das tempestades, o contentamento permanece inabalável.

Quer ser feliz?
Seja simples.
Experimente o prazer das coisas que estão ao seu redor!
Olhe para o céu, veja as nuvens tingidas de ouro no infinito azul.

Ouça o som das risadas espontâneas, sinta o frescor de um copo de água, o sabor de uma fruta, a serenidade de uma noite bem dormida.
Veja a beleza de livros e canções.
Quem disse que não há prazer nas coisas pequeninas que Deus pôs ao nosso alcance? "

sexta-feira, 18 de março de 2011

Renascimento


Olá, o título não tem nada a ver com o que se passou na época dos Luíses Xix-Vê, ou familiares, lá de terras dos galináceos, mas sim com o pensamento que tive ao ver esta imagem hoje de manhã .




Se esta tem a ver com o nascimento em si de um novo ser, também nós cordeiros mais velhos, de tempos em tempos, devemos como que renascer e olhar em volta, e para a vida, como se tivéssemos acabado de nascer. Olhar tudo o que nos rodeia e ver tudo o que de bom temos em nosso redor.
Com o decorrer do dia-a-dia temos tendência em nos focar só no “sul” e caminharmos todo o tempo nesse sentido, esquecendo-nos de todo o encanto que o norte, nascente e poente têm.
Por isso há que de vez em quando fazer um renascimento de alma, para que possamos voltar a ver a vida e o mundo que nos rodeia, e aproveitar tudo de bom que esta nos oferece, em vez de estarmos tão focados em objectivos que só nos levam a caminho dos fundamentalismos, acabando por nos tornar-mos cada vez mais em seres sem brilho e isolados num pequeno mundo.
Há que aproveitar agora que os dias também começam a ser mais alegres e coloridos, para vermos tudo o que deixamos para traz, e aproveitar para acabar qualquer tarefa que se tenha deixado a meio, reatar um qualquer sonho abandonado não se sabe onde ou então passar um pouco de tempo com alguém que nos seja especial mas com que já não se esteja à muito, pois das coisas que nunca deveríamos deixar para traz são os amigos e os sonhos.
Olhando para tudo com amizade e civismo veremos que a primavera chegará mais cedo ; o)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Investimento publiciàrio

Tal como já tinha referido numa mensagem anterior decidimos investir um pouco em publicidade, e a escolha recaíu no desporto automóvel, tendo o nosso nome estado representado ao mais alto nível na passada edição das 24 horas TT de Fronteira.



O veículo foi uma Peugeot 504 pick-up, de que podem ver mais detalhes em http://peugeot504pickup.blogspot.com/, e que apresentou uma inovação técnica para aquecimento dos pneus do veículo, umas mantas confecionadas com a mais pura lã de ovelha, muito mais eficás e fiável do que os antigos sistemas electricos, também mostrando a contribuição da nossa espécie para o desporto automóvel.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Dalilas em Fasciculos

Hoje numa casa de revistas vi o nº1 de mais uma colecção de fasciculos da Planeta deAgostini, que se chama "Os animais da quinta". Não, não tem nada a ver com as quintas virtuais do "capa de livro", mas sim uma pequena colecção didáctica que pretende dar a conhecer às crianças como é a vida numa quinta e também conhecerem melhor os animais que nos dão o alimento e roupas.

E como é normal nestas colecções o nº1 vem sempre com uma das peças mais apelativas e desejáveis, que neste caso claro que tinha que ser uma familia de Dalilas.

Hoje é terça e não quinta, mas mesmo assim aqui fica uma foto da familia do nº1.


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Para quê complicar o que é simples

De um modo geral hà a ideia que qualquer coisa ou evento tem que ser bem elaborado para que tenha sucesso. Sempre defendi a ideia contrária (já é mania de estar sempre do contra), que as coisas mais simples são as que acabam por correr melhor e nos dar mais prazer.
Tivemos a prova disso em dois eventos em que estivemos presentes, em menos de uma semana e curiosamente na mesma região, no Ribatejo.
O primeiro veio no seguimento do convite de um amigo dos gémeos-equestres, em que na sua terra iria ser reinaugurada a capela da Aldeia após a sua reconstrução.
Lá se encontrou um pequeno grupo, mas bem animado, de amigos destes carros que se juntou aos habitantes da Aldeia, e após a missa solene tivemos um belo de um porco no espeto para acompanhar as imperiais, após o qual ainda houve tempo para a benção a todos os gémeos-equestres presentes assim como todos os seus ocupantes, após o qual se deu inicio a uma, improvisada no momento, gincana à moda antiga com corrida de sacos e rebuçados na taça da farinha e tudo. De seguida foi bailarico em mais um dia muito bem passado na companhia destes amigos.




Uns dias depois foi a vez do convivio mensal da malta do travão-esturrado, desta vez com um aperitivo de borracha queimada antes do habitual jantar-tertulia.
Este decorreu dentro do espirito habitual da boa disposição e camaradagem entre todos os presentes, muito fruto da forma como os Camelos nos recebem e animam estas Tertulias.

Resumindo, dois momentos muito bem passados, em que nos divertimos muito, sentimento que me pareceu ser comum a todos os presentes, em eventos muito simples, sem pretenciosismos nem gabarolices.
P.S.
Aproveito ainda esta mensagem para vos informar que resolvemos dar um pouco mais a conhecer este espaço e assim decidimos fazer um pouco de publicidade. Assim iremos patrocinar um veiculo que ira participar nas 24h TT de Fronteira. Mais à frente iremos falar mais sobre essa prova mas já podem ir dando uma olhadela à equipa que vamos patrocinar em http://peugeot504pickup.blogspot.com

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Poço da Morte

Este mês é tempo da tradicional Feira de Maio realizada na capital do distrito.
Como é habito lá fomos dar uma vista de olhos começando pelas tendas onde se podia comprar tudo e mais alguma coisa, desde a pulseira de pano até a mobiliário ou cadeirões ortopédicos.
De seguida temos as também tradicionais barracas dos comes e bebes, onde não pudemos deixar de passar sem comprar uma fartura, e de seguida a parte dos divertimentos. Local que já não tem muito a ver com o que era antigamente, pois a procura vai para os aparelhos onde se dá um infindável número de cambalhotas e sacudidelas onde a subida de adrenalina se confunde com a cueca molhada, e ao lado encontramos praticamente às moscas os divertimentos tradicionais como o carrossel ou o poço da morte, pois foi este último que me despertou a atenção e foi o único a que me decidi ir. provavelmente seria o mesmo onde cheguei a ir na minha infância e juventude, mesmo o artista principal deveria ser o mesmo devido à sua avançada idade. E esta ida ao Poço da Morte mexeu comigo, pois acho que é um espectáculo que deveria ser acarinhado e apoiado, pois ao contrário dos video jogos ou os tais aparelhos das cambalhotas em que já uma vez se viu num filme que aquilo até pode correr mal, ali vê-se um espectáculo em que o artista arrisca mesmo a sua vida e a adrenalina que sentimos tem mesmo a ver com o risco real que está a acontecer e não um qualquer risco virtual. E leva-me a tentar pensar nos sentimentos que vão na cabeça daquele Homem que precisa de ser ajudado para subir para a mota e para a por em andamento, mas que no evoluir do espectáculo vê-se ainda a sua habilidade e sensibilidade para executar as manobras e nota-se que está a fazer aquilo que mais gosta na vida, mas que ao parar e depois do ajudarem a apear-se, deverá pensar o que é que lhe resta senão fazer aquilo até ao ultímo momento, pois concerteza que o país que ele orgulhosamente exibe a bandeira sobre a face durante o seu espectáculo, não lhe prestárá nenhum apoio para que termine os seus dias dignamente, preferindo dar milhões para que sejam feitos filmes e peças que ninguém entende quando são exibididos ou a apoiar desportistas que mal comecem a ter rendimentos visiveis mudam a residência para um qualquer paraiso fiscal deixando o patriotismo sabe-se lá onde.
Para este Grande artista resta-lhe apenas esperar que consiga fazer aquilo que melhor sabe e para o qual vive até ao ultimo momento, espero apenas que quando sentir que já não tem mesmo forças para o fazer não se deixe levar por um qualquer momento de desespero e o resolva fazer num espectáculo publico pois isso iria manchar a sua grandesa.
É altura de se deixar os meloganismos e sim apoiar quem precisa e as tradições mais simples.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Fomos à Rampa

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Pois é, depois de tantos passeios desta vez fomos fazer uma prova de carros. Foi na Foz do Arelho, onde se diputou uma prova de regularidade em rampa para automóveis clássicos.

Prova organizada por uns amigos do cheirinho a travão esturrado, os quais não quizemos deixar fica mal como se comprovou na nossa travagem a chegar à rotunda na segunda subida de prova e que nos proporcionaram um excelente dia sempre com boa disposição, camaradágem e desportivismo (os dois elementos essênciais pretendidos pela organização). O resultado final era o que menos importava, mas até esse foi muito bom, superando as nossas espectativas inicias. Ficou a vontade de se repetir a experiência principalmente com o mesmo grupo de organizadores e participantes. São eventos assim que dignificam o gosto pelos automóveis clásicos desportivos tanto para quem participa como para quem observa do lado de fora.

Um bem-haja para todos os intervenientes e até breve.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Àdias assim

Pois é. Realmente há dias assim como o passado sábado que ficam na memória pelos bons momentos que passamos com os amigos.

Tudo se iniciou pela Invicta, onde fomos a convite de um amigo, estar presentes numa exposição dos seus trabalhos, numa conhecida livraria da cidade, onde também ia ser festejado o seu aniversário.

Nesta foto ele está junto de um dos seus convidados, um piloto que muito tem prestigiado o pais por terras do tio Sam.

É claro que não saímos de mãos a abanar, para além de o estomago reconfortado com o bolo de aniversário ainda trouxemos mais umas lembranças e compras relacionadas com a paixão dos carros.
De seguida descemos até Oliveira do Bairro onde fomos à discoteca. Não, não foi para dar um pézinho de dança nem para responder a nenhum QUESTionário mas sim para almoçar com o nosso grande amigo que por lá vive e que é muito boa praça.
Como se ainda não chegasse, conseguiram convencer-nos a ir a mais um sitio, e lá seguimos para a Vila Museu do Vinho onde fomos em companhia com mais um grupo de amigos dos gémeos-equestres, ao 10º Àvinho - festival do Vinho e das Adegas .
Por lá andámos até o Tim se calar e sermos corridos pela chuva, mas foi mesmo de perder a cabeça.


Só tenho a agradecer a todos os amigos que nos convidaram e proporcionaram um dia tão cheio de alegria e amizade como este.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Passeio Gastronómico Team Hagar

Como já é habito em Março, no passado domingo tivemos o Passeio Gastronómico do Team Hagar, para os amigos dos gémeos-equestres.

O inicío foi em Fátima, num dos parques perto do Santuário, onde Hagar e Helga estavam a fazer a recepção .

Aos poucos os outros participantes foram chegando para tomar um cafézinho e por a conversa em dia.


De seguida fomos até à pedreira do Galinha onde se pôde apreciar os rastos deixados por uns caminhantes, não sabemos se peregrinos para fátima, que por lá ficaram marcados uns tempos antes da nossa espécie ter aparecido.


Após as pegadas de Dinossauro rumámos até Alvados onde se visitaram umas das bonitas grutas que lá existem.


Termináda a visita às grutas, descemos a serra até ao centro de Alvados onde o animado almoço foi servido na Flor da Serra.
Após este, e o habitual sorteio de lembranças ainda ouve tempo para uma animada cavaqueira junto à lareira.
Mais uma vez se passou um magnifico dia na companhia de bons amigos e em que até o estado do tempo ajudou pois esteve um belo dia de sol após uma semana de muita chuva.

terça-feira, 23 de março de 2010

Pequeno almoço de domingo

Numa das minhas recentes caminhadas para pavilhões desportivos a levar a minha cordeirinha para as suas actividades deparei-me com este cenário que não resisti a fotografar e a partilhar convosco.

Fiquei muito satisfeito e orgulhoso por ver que a nossa espécie não é só criada com fins lucrativos, seja pelo leite, lã ou ... carne. Existe ainda quem trate a nossa espécie com todos os mimos e mordomias chegando a proporcionar um pequeno almoço como este.

Não será como levar o pequeno almoço à cama, mas pelo menos é servido com a melhor loiça.
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domingo, 21 de fevereiro de 2010

25 anos


Este fim de semana o clube automóvel da minha terra natal encerrou as comemorações do seu 40º aniversário, com o já seu habitual jantar de aniversário. Para nós este ano teve um significado especial pois foi-nos entregue o emblema de prata símbolo de 25 anos como sócio do clube. Tal como em qualquer outra relação com tal idade houve momentos bons e outros menos bons uns mais unidos outros mais afastados, mas ao fim de todos estes anos o balanço só pode ser positivo e é com muito orgulho que continuarei a fazer parte deste clube.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"O mais importante não é vencer, mas participar!"


Ao ler a celebre frase de Pierre de Coubertin, e que embora tivesse sido dita informalmente, tornou-se num dos lema dos Jogos Olimpicos, levou-me a pensar até que ponto este lema ainda hoje é utilizados. Em termos de desporto já não vejo onde se possa utilizar pois desde as actividades para as camadas mais novas que é logo incutido o espirito de vencedor e perdedor ficando para segundo plano o prazer que se pode ter apenas participando. Em termos profissionais também não vejo que se possa utilizar pois a competição e meios empregues para atingir objectivos ainda é mais dura que no desporto e finalmente na vida pessoal também já vai sendo muito raro, pois temos que ter sempre qualquer coisa a mais que o nosso vizinho ou os elementos do grupo com que nos reunimos. Se todos parassemos um pouco para pensarmos neste lema seguramente que se iria encarar a vida com um outro espirito e desportiviso que muito faz falta, e no final iriamos ter uma sociedade muito mais unida com mais amizade e concerteza que se tirava muito mais prazer da vida.
Está na hora de se voltar a competir por um punhado de feijões frade e no fim partilhá-lo com os amigos que participaram e não por ficarmos à frente de todos os outros, correndo o risco de se ter uma congestão com tanto feijão comido.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Travar a extinção

No jornal Dica da semana de 14 de Janeiro encontrei este artigo em que noticiam o trabalho que uma escola agrária está a fazer para travar a extinção de uma raça de Ovelhas.

Eu aproveito para reforçar o pedido e relembrar que sem o leite das Ovelhas não se faziam aqueles queijos tão apetitosos, secos, bolorentos, esburacados ou os nossos preferidos amanteigados e também numa época em que se fala tanto em ecologia e preservação do ambiente não se esqueçam que a lã da Ovelha faz uma camisola muito mais ecológica e tão ou mais quentinha do que uma feita com fibras sintéticas.
E já que estamos numa de apelos à preservação de espécies não se esqueçam de preservar a raça humana e as suas mais belas características, esqueçam as novas tendências de vidas competitivas e por objectivos e preservem a amizade e aproveitem ao máximo o que têm, sem se preocuparem com o que poderiam ter.
Sejam felizes sendo quem são e com o que têm e agasalhem-se bem com mantas de lã de Ovelha ;o))

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Encerrado para balanço

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Está mais um ano a chegar ao fim e também a altura de encontrar muitas firmas fechadas para balanço, sendo assim, vamos também encerrar as nossas actividades e fazer um balanço do ano que está a terminar.

Para mim nunca é uma boa altura para fazer balanços ou começar a projectar o próximo, pois nesta altura, penso que devido ao tempo invernoso e deprimente, fico sempre mais pessimista.

Mas cá vamos tentar fazer um balanço do ano e começar a pensar no rumo a tomar para o próximo ano.



Por vezes dizem e, eu acabo por ter que concordar, que sou uma pessoa de natureza pessimista, mas por outro lado penso que serei mais conformista pois acabo por sentir mais as perdas do que os ganhos e, a esse respeito, posso contar uma história para exemplificar.

Se formos por uma rua e passar-mos por uma nota de cinco euros no chão sem darmos por ela e quem vier atrás a vir e a apanhar, haverá muitas pessoas que dizem logo “perdi cinco euros”. Para mim não é assim pois como a nota nunca foi minha continuo com o que tinha antes de passar pela nota, perdi sim foi a oportunidade de ter ganho algo.

A minha maneira de pensar é um pouco assim, fico muito contento com tudo o que tiver de bom e inesperado, mas no íntimo dói mais o que se perde.

Pois este ano foi um misto das duas situações, tivemos momentos de grandes ganhos, principalmente nos momentos que passamos com alguns amigos, novos e mais antigos, com os quais se aprofundou a amizade e companheirismo e, com quem fizemos umas bonitas “Festas” que ficarão para sempre na memória. Mas logo após este pensamento de euforia entra em acção o lado pessimista e faz recordar que também há amigos que, por motivos quanto a nós menos nobres, a qualquer momento nos possam virar as costas e aí ficamos a pensar na tal nota de cinco euros que talvez neste caso até caiu do nosso bolso e afinal perdemos mesmo os cinco euros.

Mas o que terá que ficar para a memória serão os momentos de “Festa” e os outros que sirvam para não repetirmos algumas falhas. O próximo ano terá que ser de menos euforia pois há prioridades a fazer aqui no nosso cantinho. Terá que se tentar conciliar os nossos horários com os das actividades dos nossos cordeirinhos para que possamos passar mais tempo juntos e fazer-mos uns fins-de-semana especiais, pois brevemente eles chegam à idade de ganharem assas próprias e aí já é tarde para isso. Tentar também riscar alguma coisa na lista de projectos deste ano que chegou ao fim do ano tal como o tinha começado e, claro, também passar algum tempo com os nossos amigos Festivos.

Resumindo só podemos dar um balanço positivo a este ano que está a terminar, sem deixar de agradecer e desejar votos de um melhor ano novo a todos os que nos acompanharam e permitiram todos os momentos bons deste ano.


Obrigado e um bom 2010


P.S. – Como queremos entrar no ano novo com um bom aspecto este fim de semana já me comecei a preparar e assim na companhia dos nossos amigos Secadegas fomos fazer uns banhos de lama.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Centenário

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Já por aqui muito se tem feito referências a aniversários relacionados com automóveis. Já foi de modelos e de marcas, onde até estivemos presentes em algumas comemorações, e não queria deixar de assinalar mais um aniversário da criação de uma marca de automóveis. Marca que já passou por longos períodos de inactividade, mas que ainda hoje existe numa terceira fase de produção, embora desta vez em moldes diferentes pois actualmente é mais uma das marcas de um grande grupo construtor.
A marca foi criada precisamente à 100 anos e o seu criador não construía apenas automóveis, mas sim obras de arte, em que por vezes era dada mais importância estética a certos acabamentos do que à sua eficácia. Conta-se por exemplo que no seu mais emblemático modelo de competição, que obteve mais de 1000 vitórias na sua carreira, os técnicos tiveram muita dificuldade em colocar um compressor como evolução (e foi essa evolução que lhe trouxe mais vitórias ), pois teria que se redimensionar a grelha frontal e colocar um orifício no capot motor, e o dono da marca recusava a alteração porque tornava o carro mais feio. Mesmo os blocos do motor eram verdadeiras obras de arte com acabamentos feitos à mão apenas para ficarem mais bonitos.
Para além da beleza exterior dos carros, toda esta componente humana e passional ligada aos modelos e à própria marca torna esta marca muito especial, sendo a marca eleita como a minha preferida. Espero ainda ter a felicidade de voltar ao museu de Mulhouse para poder mais uma vez admirar a maior colecção de carros desta marca, até lá de vez em quando vou ao Caramulo matar saudades ;o))

Parabéns Ettore e obrigado pelas obras que nos deixas-te

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Final de época

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Chegado o ultimo mês do ano, venho agora fazer os meus comentários às últimas saídas de 2009 com os nossos amigos dos Citrinos.

Em Outubro tivemos uma ida à capital para comemorar os 90 anos da criação da marca que fez alguns dos automóveis do nosso contentamento. Foi um dia muito bem passado e em que se reuniram, em parque e em desfile, um bom conjunto de carros que representaram bem a história da marca.

Um dos momentos que mais apreciámos foi o desfile pela capital em que por momentos parecia que tínhamos recuado no tempo.


O final do desfile e almoço foi numa Quinta com umas belas pastagens, de aspecto muito apetitoso, mas que infelizmente não fizeram parte da refeição pois destinavam-se a andar-se por cima delas com um cajado metálico e a tentar enfiar uma pequena bola nas tocas das toupeiras.

Destaca-se também a festa feita dentro da festa pelos nossos amigos do Núcleo dos gémeos-equestres da capital, de que fizemos parte, e que transformados em Strumpfs estiveram “Sempre em Festa” como já é seu hábito.


Já no mês seguinte tivemos nova deslocação, desta vez para mais uma visita a uma das 7 maravilhas de Portugal, ao volante dos Citrinos. Foi a ultima e curiosamente foi ao berço desta nossa pastagem à beira mar. Pelo menos é o que se tem dito ao longo de todos estes anos, pois parece que agora há quem diga que o Sr. Henriques começou a sua conquista de território de uma outra localidade com o mesmo nome mas mais a sul.



Temos mais uma vez de saudar a ideia de juntar este gosto pelos carros com o aproveitar para se conhecer o nosso património e ir aprendendo um pouco também da nossa história.

Notei também que o Sr. Henriques devia ser mesmo uma pessoa com mentalidade avançada para a época, pois enquanto os seus companheiros e adversários de batalha vestiam ainda obras de latoaria ele já trajava vestidos em arame tricotado que lhe deviam dar muito mais liberdade de movimentos.



Para terminar as actividades do ano, estivemos presentes no jantar de Natal realizado pelos nossos amigos “Strumpfs” , e mais uma vez estivemos em Festa. Recebi uma bela mantinha para me aquecer nestes dias frios, mas o que fez mesmo aquecer a nossa alma foi o espírito vivido que, creio, seja o verdadeiro espírito do gémeo-equestre!



domingo, 11 de outubro de 2009

Transalgarve 2CV


Olá, desta vez fomos passear com os nossos amigos gémeos-equestres de uma maneira um pouco diferente do habitual. Que foi participar num passeio em caminhos de terra batida. Como esse foi sempre o nosso tipo de piso preferido e sempre achamos que os gémeos-equestres eram indicados para esses pisos estava tudo composto para um fim-de-semana inesquecível.
E assim foi na realidade. Os caminhos eram o ideal para os nossos carros e as paisagens de deslumbrar. Participamos com um grupo de amigos que esteve "sempre em festa" ninguém se preocupando com as falhas do caderno com o percurso nem com os calhaus que por vezes tivemos que transpor. Acho sim que essas dificuldades só serviram para aumentar a camaradagem entre o grupo. Só lamentamos que nem todos os participantes tenham estado presentes com esse espírito o que levou a quem fez o passeio como previsto de inicio, a partir de certo ponto se tenha sentido um pouco posto de parte pela organização, em detrimento dos que resolveram por um tipo de passeio alternativo.
Pela nossa parte ficámos clientes deste tipo de passeios, mas creio que para as próximas vezes irei escolher um percurso entre as muitas dezenas que tenho, pego na tenda e na mala térmica e convidarei uns amigos para irmos passar um fim-de-semana diferente, sem termos que estar a pagar quantias como a desta vez em que o retorno foi inferior, pois o grande saldo positivo deste passeio está entre o grupo de amigos presente e não no serviço que foi muito bem pago.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mundo Cão

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Recentemente vi um filme em que o protagonista é um cão chamado Marley. (Embora aprecie as músicas do Bob acho que este não tem a ver com essa família.)
Assim resolvi deixar o meu pensamento sobre duas expressões que normalmente usamos ou ouvimos e que são “vida de cão” ou “mundo cão”, e que geralmente são utilizadas quando a vida não nos corre muito bem, mas se calhar deveríamos era utilizá-las no sentido inverso, pois se víssemos a vida como o cão provavelmente vivíamos num mundo melhor.
Deixo-vos com o pensamento, do dono do Marley, com que acaba o filme.

“ Um cão não vê utilidade em carros de luxo, nem em casas grandes, nem em roupas de marca.
Um pau impregnado de água serve-lhe perfeitamente.
Um cão não liga se somos ricos ou pobres, inteligentes ou enfadonhos, espertos ou burros.
Se lhe dermos o coração, ele dar-nos-á o dele.
De quantas pessoas podem dizer o mesmo?
Quantas pessoas conseguem fazer-nos sentir raros, puros e especiais?
Quantas pessoas conseguem fazer-nos sentir extraordinários? “
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