domingo, 21 de fevereiro de 2010

25 anos


Este fim de semana o clube automóvel da minha terra natal encerrou as comemorações do seu 40º aniversário, com o já seu habitual jantar de aniversário. Para nós este ano teve um significado especial pois foi-nos entregue o emblema de prata símbolo de 25 anos como sócio do clube. Tal como em qualquer outra relação com tal idade houve momentos bons e outros menos bons uns mais unidos outros mais afastados, mas ao fim de todos estes anos o balanço só pode ser positivo e é com muito orgulho que continuarei a fazer parte deste clube.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"O mais importante não é vencer, mas participar!"


Ao ler a celebre frase de Pierre de Coubertin, e que embora tivesse sido dita informalmente, tornou-se num dos lema dos Jogos Olimpicos, levou-me a pensar até que ponto este lema ainda hoje é utilizados. Em termos de desporto já não vejo onde se possa utilizar pois desde as actividades para as camadas mais novas que é logo incutido o espirito de vencedor e perdedor ficando para segundo plano o prazer que se pode ter apenas participando. Em termos profissionais também não vejo que se possa utilizar pois a competição e meios empregues para atingir objectivos ainda é mais dura que no desporto e finalmente na vida pessoal também já vai sendo muito raro, pois temos que ter sempre qualquer coisa a mais que o nosso vizinho ou os elementos do grupo com que nos reunimos. Se todos parassemos um pouco para pensarmos neste lema seguramente que se iria encarar a vida com um outro espirito e desportiviso que muito faz falta, e no final iriamos ter uma sociedade muito mais unida com mais amizade e concerteza que se tirava muito mais prazer da vida.
Está na hora de se voltar a competir por um punhado de feijões frade e no fim partilhá-lo com os amigos que participaram e não por ficarmos à frente de todos os outros, correndo o risco de se ter uma congestão com tanto feijão comido.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Travar a extinção

No jornal Dica da semana de 14 de Janeiro encontrei este artigo em que noticiam o trabalho que uma escola agrária está a fazer para travar a extinção de uma raça de Ovelhas.

Eu aproveito para reforçar o pedido e relembrar que sem o leite das Ovelhas não se faziam aqueles queijos tão apetitosos, secos, bolorentos, esburacados ou os nossos preferidos amanteigados e também numa época em que se fala tanto em ecologia e preservação do ambiente não se esqueçam que a lã da Ovelha faz uma camisola muito mais ecológica e tão ou mais quentinha do que uma feita com fibras sintéticas.
E já que estamos numa de apelos à preservação de espécies não se esqueçam de preservar a raça humana e as suas mais belas características, esqueçam as novas tendências de vidas competitivas e por objectivos e preservem a amizade e aproveitem ao máximo o que têm, sem se preocuparem com o que poderiam ter.
Sejam felizes sendo quem são e com o que têm e agasalhem-se bem com mantas de lã de Ovelha ;o))

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Encerrado para balanço

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Está mais um ano a chegar ao fim e também a altura de encontrar muitas firmas fechadas para balanço, sendo assim, vamos também encerrar as nossas actividades e fazer um balanço do ano que está a terminar.

Para mim nunca é uma boa altura para fazer balanços ou começar a projectar o próximo, pois nesta altura, penso que devido ao tempo invernoso e deprimente, fico sempre mais pessimista.

Mas cá vamos tentar fazer um balanço do ano e começar a pensar no rumo a tomar para o próximo ano.



Por vezes dizem e, eu acabo por ter que concordar, que sou uma pessoa de natureza pessimista, mas por outro lado penso que serei mais conformista pois acabo por sentir mais as perdas do que os ganhos e, a esse respeito, posso contar uma história para exemplificar.

Se formos por uma rua e passar-mos por uma nota de cinco euros no chão sem darmos por ela e quem vier atrás a vir e a apanhar, haverá muitas pessoas que dizem logo “perdi cinco euros”. Para mim não é assim pois como a nota nunca foi minha continuo com o que tinha antes de passar pela nota, perdi sim foi a oportunidade de ter ganho algo.

A minha maneira de pensar é um pouco assim, fico muito contento com tudo o que tiver de bom e inesperado, mas no íntimo dói mais o que se perde.

Pois este ano foi um misto das duas situações, tivemos momentos de grandes ganhos, principalmente nos momentos que passamos com alguns amigos, novos e mais antigos, com os quais se aprofundou a amizade e companheirismo e, com quem fizemos umas bonitas “Festas” que ficarão para sempre na memória. Mas logo após este pensamento de euforia entra em acção o lado pessimista e faz recordar que também há amigos que, por motivos quanto a nós menos nobres, a qualquer momento nos possam virar as costas e aí ficamos a pensar na tal nota de cinco euros que talvez neste caso até caiu do nosso bolso e afinal perdemos mesmo os cinco euros.

Mas o que terá que ficar para a memória serão os momentos de “Festa” e os outros que sirvam para não repetirmos algumas falhas. O próximo ano terá que ser de menos euforia pois há prioridades a fazer aqui no nosso cantinho. Terá que se tentar conciliar os nossos horários com os das actividades dos nossos cordeirinhos para que possamos passar mais tempo juntos e fazer-mos uns fins-de-semana especiais, pois brevemente eles chegam à idade de ganharem assas próprias e aí já é tarde para isso. Tentar também riscar alguma coisa na lista de projectos deste ano que chegou ao fim do ano tal como o tinha começado e, claro, também passar algum tempo com os nossos amigos Festivos.

Resumindo só podemos dar um balanço positivo a este ano que está a terminar, sem deixar de agradecer e desejar votos de um melhor ano novo a todos os que nos acompanharam e permitiram todos os momentos bons deste ano.


Obrigado e um bom 2010


P.S. – Como queremos entrar no ano novo com um bom aspecto este fim de semana já me comecei a preparar e assim na companhia dos nossos amigos Secadegas fomos fazer uns banhos de lama.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Centenário

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Já por aqui muito se tem feito referências a aniversários relacionados com automóveis. Já foi de modelos e de marcas, onde até estivemos presentes em algumas comemorações, e não queria deixar de assinalar mais um aniversário da criação de uma marca de automóveis. Marca que já passou por longos períodos de inactividade, mas que ainda hoje existe numa terceira fase de produção, embora desta vez em moldes diferentes pois actualmente é mais uma das marcas de um grande grupo construtor.
A marca foi criada precisamente à 100 anos e o seu criador não construía apenas automóveis, mas sim obras de arte, em que por vezes era dada mais importância estética a certos acabamentos do que à sua eficácia. Conta-se por exemplo que no seu mais emblemático modelo de competição, que obteve mais de 1000 vitórias na sua carreira, os técnicos tiveram muita dificuldade em colocar um compressor como evolução (e foi essa evolução que lhe trouxe mais vitórias ), pois teria que se redimensionar a grelha frontal e colocar um orifício no capot motor, e o dono da marca recusava a alteração porque tornava o carro mais feio. Mesmo os blocos do motor eram verdadeiras obras de arte com acabamentos feitos à mão apenas para ficarem mais bonitos.
Para além da beleza exterior dos carros, toda esta componente humana e passional ligada aos modelos e à própria marca torna esta marca muito especial, sendo a marca eleita como a minha preferida. Espero ainda ter a felicidade de voltar ao museu de Mulhouse para poder mais uma vez admirar a maior colecção de carros desta marca, até lá de vez em quando vou ao Caramulo matar saudades ;o))

Parabéns Ettore e obrigado pelas obras que nos deixas-te

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Final de época

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Chegado o ultimo mês do ano, venho agora fazer os meus comentários às últimas saídas de 2009 com os nossos amigos dos Citrinos.

Em Outubro tivemos uma ida à capital para comemorar os 90 anos da criação da marca que fez alguns dos automóveis do nosso contentamento. Foi um dia muito bem passado e em que se reuniram, em parque e em desfile, um bom conjunto de carros que representaram bem a história da marca.

Um dos momentos que mais apreciámos foi o desfile pela capital em que por momentos parecia que tínhamos recuado no tempo.


O final do desfile e almoço foi numa Quinta com umas belas pastagens, de aspecto muito apetitoso, mas que infelizmente não fizeram parte da refeição pois destinavam-se a andar-se por cima delas com um cajado metálico e a tentar enfiar uma pequena bola nas tocas das toupeiras.

Destaca-se também a festa feita dentro da festa pelos nossos amigos do Núcleo dos gémeos-equestres da capital, de que fizemos parte, e que transformados em Strumpfs estiveram “Sempre em Festa” como já é seu hábito.


Já no mês seguinte tivemos nova deslocação, desta vez para mais uma visita a uma das 7 maravilhas de Portugal, ao volante dos Citrinos. Foi a ultima e curiosamente foi ao berço desta nossa pastagem à beira mar. Pelo menos é o que se tem dito ao longo de todos estes anos, pois parece que agora há quem diga que o Sr. Henriques começou a sua conquista de território de uma outra localidade com o mesmo nome mas mais a sul.



Temos mais uma vez de saudar a ideia de juntar este gosto pelos carros com o aproveitar para se conhecer o nosso património e ir aprendendo um pouco também da nossa história.

Notei também que o Sr. Henriques devia ser mesmo uma pessoa com mentalidade avançada para a época, pois enquanto os seus companheiros e adversários de batalha vestiam ainda obras de latoaria ele já trajava vestidos em arame tricotado que lhe deviam dar muito mais liberdade de movimentos.



Para terminar as actividades do ano, estivemos presentes no jantar de Natal realizado pelos nossos amigos “Strumpfs” , e mais uma vez estivemos em Festa. Recebi uma bela mantinha para me aquecer nestes dias frios, mas o que fez mesmo aquecer a nossa alma foi o espírito vivido que, creio, seja o verdadeiro espírito do gémeo-equestre!



domingo, 11 de outubro de 2009

Transalgarve 2CV


Olá, desta vez fomos passear com os nossos amigos gémeos-equestres de uma maneira um pouco diferente do habitual. Que foi participar num passeio em caminhos de terra batida. Como esse foi sempre o nosso tipo de piso preferido e sempre achamos que os gémeos-equestres eram indicados para esses pisos estava tudo composto para um fim-de-semana inesquecível.
E assim foi na realidade. Os caminhos eram o ideal para os nossos carros e as paisagens de deslumbrar. Participamos com um grupo de amigos que esteve "sempre em festa" ninguém se preocupando com as falhas do caderno com o percurso nem com os calhaus que por vezes tivemos que transpor. Acho sim que essas dificuldades só serviram para aumentar a camaradagem entre o grupo. Só lamentamos que nem todos os participantes tenham estado presentes com esse espírito o que levou a quem fez o passeio como previsto de inicio, a partir de certo ponto se tenha sentido um pouco posto de parte pela organização, em detrimento dos que resolveram por um tipo de passeio alternativo.
Pela nossa parte ficámos clientes deste tipo de passeios, mas creio que para as próximas vezes irei escolher um percurso entre as muitas dezenas que tenho, pego na tenda e na mala térmica e convidarei uns amigos para irmos passar um fim-de-semana diferente, sem termos que estar a pagar quantias como a desta vez em que o retorno foi inferior, pois o grande saldo positivo deste passeio está entre o grupo de amigos presente e não no serviço que foi muito bem pago.